Startups paulistanas dão vida nova ao ato de “marmitar”

Conheça cinco empresas com propostas arrojadas que receberam investimentos parrudos e preveem um bom faturamento neste ano


Por Gabrielli Menezes 3 fev 2020, 12h46 - Publicado em 31 jan 2020, 06h00


A “quentinha” está de cara nova. Entregues em casa ou no trabalho, as marmitas sempre foram sinônimo de comodidade e, ao mesmo tempo, de renda para quem as produzia e comercializava. Recentemente, essa área passou por uma renovação e se profissionalizou.

Como se alguém tivesse apertado a tecla F5 no computador para atualização, surgiram empresas especializadas, startups que vendem as refeições de forma ainda mais prática e com o auxílio da tecnologia. As boas ideias transformaram o setor em uma das mais fortes vertentes das chamadas foodtechs, startups dedicadas a produzir, vender ou servir alimentos com alguma inovação e com potencial para crescer, replicar-se e, é claro, ganhar dinheiro.


Grande parte dessas empresas nasceu dos últimos três anos para cá e é tocada por jovens, com menos de 40 anos, que decidiram mudar de carreira para se aventurar no empreendedorismo, pondo o plano em prática por meio de aportes de grupos e fundos de investimento.

As novatas, além de possuírem uma logística de entrega mais eficiente e canais próprios de venda (site ou aplicativo), têm em comum uma preocupação não só com o preparo da comida mas também com a origem dos ingredientes. Algumas dispensam carne ou privilegiam orgânicos, por exemplo. Cada um com a sua “filosofia”.


Segundo levantamento de 2019 da Liga Ventures em parceria com o GPA, há 200 companhias do gênero no Brasil, a maioria delas paulistana. “Sabe o boom que aconteceu com empresas de tecnologia voltadas para a mobilidade urbana? Agora é o momento das foodtechs”, explica Nelson Andreatta, do Eats for You, projeto que chegou à final do reality show Planeta Startup, exibido pela Band no ano passado.

Confira a seguir histórias de empresas que estão dando vida nova ao ato de “marmitar”.


Andretta, da Eats Foy You: bikes como ponto de retirada em empresas (Divulgação/Divulgação)

COMIDA DA TIA


Em busca de atender à demanda por refeições caseiras — e mais em conta — no almoço, o empresário Nelson Andreatta lançou em 2018 o aplicativo Eats For You, que até hoje recebeu 1,7 milhão de reais em investimento. Cozinheiros e cozinheiras, chamados de tios e tias, inscrevem-se na plataforma, que funciona como vitrine para que possam oferecer receitas preparadas em casa. São pedidas triviais, como feijoada e picadinho. Os parceiros submetem-se a uma série de controles de qualidade, como treinamentos e visitas de inspeção.

Pedidas triviais: feijoada é um exemplo (Divulgação/Divulgação)

A fila para entrar no app está em 3000 pessoas. Os clientes fazem as encomendas de comida de manhã para que tudo seja feito sob demanda, sem desperdício. Motoboys buscam as marmitas e as levam para os pontos de retirada, como bicicletas e trailers em empresas nos arredores das avenidas Paulista, Berrini e Faria Lima. A comida é mantida quente. Por mês, a marca serve cerca de 7000 pratos, cujo preço médio fica em 16,50 reais (450 gramas). “Crescemos 15% ao mês”, diz Andreatta. A previsão é que a companhia alcance o faturamento de 7,5 milhões de reais em 2020.


> A plataforma está disponível para download no Google Play e na App Store. Opera no almoço só de segunda a sexta.


Fonte: https://vejasp.abril.com.br/comida-bebida/startups-comida-pronta/

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