Robôs que entregam comida, donuts vegan, receitas para Marte. Os negócios de comida do futuro estão

Dos blogues à comida de rua, do chefe em casa à produção de produtos biológicos ou gourmet, são várias as oportunidades de negócio no setor alimentar, que está a assistir a profundas transformações, trazidas não só pela digitalização, mas também pelas exigências dos consumidores. Conheça alguns dos negócios que estão a dar que falar, muitos deles chegados ao mercado através de financiamento colaborativo.



É um dos setores que está a criar várias oportunidades de negócio, tanto para as start-ups, como para as grandes empresas, que estão a inovar quer nos produtos, quer nos processos.  Novos produtos para nichos, inovação no packaging, novos serviços que proporcionam maior comodidade aos clientes  - a entrega de comida em casa é uma das tendências que está a crescer-, e novas experiências ao dispor dos clientes, clientes como o chefe em casa.  

Não faltam exemplos de inovação no setor alimentar. No Campus da Universidade da Califórnia, em Berkeley, 50 robôs autónomos, os Kiwibots, entregam comida confecionada em restaurantes aos estudantes; robôs cozinheiros do restaurante Spyce, em Boston, nos Estados Unidos, o primeiro restaurante “robótico” do mundo, criado por um grupo de amigos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts; ou a Eats For You, uma aplicação que liga pessoas que gostam de cozinhar com quem procura comida caseira, uma espécie de Uber da cozinha da mãe.



Negócios de comida financiados no crowdfunding


Como qualquer ideia de negócio que procura apoios para chegar ao mercado, os negócios de comida não são exceção e na Web não faltam exemplos, em todo o mundo, de projetos financiados em diferentes plataformas de crowdfunding.

No Kickstarter, por exemplo, surgem mais 25 mil ideias de negócio do setor, algumas das quais com valores avultados de investimento angariados. Entre as novidades na área da alimentação estão:

  • o snack saudável “Fossil Fuel”, em forma de donut, feito à base de uma planta natural que surge da fusão das dietas Keto, Paleo e Vegan, e que já ultrapassou o montante solicitado de 17 mil dólares; 

  • o “Little Sous Kitchen Academy”,  uma caixa de cozinha criativa para ensinar as crianças a cozinhar que conseguiu até ao momento 22 mil dólares;

  • o café produzido pelos agricultores de Wakulimarket, uma das regiões mais pobres do mundo, um projeto que pretende ser sustentável, apoiando diretamente os produtores e alavancando a economia local – arrecadou cerca de 18 mil dólares

  • o “Meater”, um termómetro inteligente que permite saber quando é que a carne está no ponto – conseguiu mais de 1 milhão de dólares dos apoiantes;

  • ou o livro de receitas “Meals for Mars”, que resulta de uma experiência financiada pela NASA, de pesquisa de estratégias alimentares para voos espaciais de longa duração.

O mesmo acontece no Indiegogo, um dos maiores sites de crowdfunding, onde encontramos projetos diversificados como uma plataforma online de carrinhas de comida de rua (arrecadou mais de 45 mil dólares), a “ReGrained” que aproveita os resíduos da produção de cerveja artesanal para transformar em novos produtos como pães, biscoitos, cereais ou chips (conseguiu 690 mil dólares), ou um reciclador de sobras de comida que as transforma em fertilizantes em apenas 24 horas (financiamento de 553 mil dólares).

A PieSheel distingue-se do Kickstarter e do Indiegogo, por ser uma plataforma de financiamento coletivo exclusiva para start-ups nas áreas de negócio de comida e bebidas. Lançada em 2016, a PieShell arrecadou 61 mil dólares em quatro campanhas de crowdfunding.


Por Porto Bussiness School

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© 2018 por StartUp Eats For You

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